domingo, 26 de julho de 2009

Devaneio

Há tempos sinto que me perdi. Dia a dia sigo procurando seja em folhas brancas que já não consigo manchar, em folhas que já manchei, dentro de mim; procuro simplesmente em qualquer lugar por onde já passei. Meus devaneios que antes eram transformados em manchas, hoje são interrompidos por voltas à realidade; voltas com forcas tamanhas ao ponto de fazer com que os devaneios já não sejam minha realidade. Talvez, nessa mera mancha eu tenha me encontrado ou simplesmente passado por ela

terça-feira, 24 de março de 2009

Explicações

A escola fez isso com o blog.
Volto em breve, epero(que para um post mais útil)

sábado, 14 de março de 2009

Ele

Uma conversa me fez repensar em uma mentira; olhei uma ultima vez em seus olhos, perguntei-me se lhe devia alguma coisa, se podia ainda acreditar em tudo que havia feito. Uma ânsia pela verdade falou mais alto que a comodidade do paraíso. Vi naqueles olhos sádicos tudo que ele significava, em todo sofrimento que causou, vi uma verdade universal transformar-se em mentira. Por fim, tirei-lhe a vida.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Verdades

Um garoto, diferente dos demais, ingênuo ao ponto de acreditar em verdades que lhe eram ditas; nas pessoas, em seus olhos. O tempo passava e o garoto crescia, não o suficiente para perder sua ingenuidade, portanto, um homem diferente de qualquer outro.
Certa vez, este homem encontrou em um par de olhos castanhos o que jamais vira em outro. Poucos segundos de ternura faziam com que o homem conhecesse a felicidade, uma simples troca de olhares. Os olhos de outra pessoa fizeram com que enxergasse uma verdade diferente de qualquer outra que lhe fora dita, descobriu a verdade do amor.
O acaso aliado à realidade decidiram que o amor não deveria ser concretizado. O pobre homem, além do par de olhos, perdeu sua ingenuidade. Desde então, o homem diferente tornou-se igual a qualquer outro e jamais tornaria a procurar outro par de olhos.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Um dia qualquer

Bom, a temática desse texto é um pouco diferente das demais. De todo modo, lá vai
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Hoje, como qualquer outro dia, foi um dia estranho. Depois de passar raiva aqui e ali me coloco no caminho de casa, da pior maneira possível: o transporte publico brasiliense. Depois de cinco tentativas de pegar um ônibus para casa, desisti, fui para a rodoviária a pé; pois só assim nenhum motorista poderia negar minha viagem. Sol, trabalhadores suados, fome e quatro quilômetros pela frente.
Ao chegar na rodoviária, disse a mim mesmo que agiria com calma pra evitar mais problemas futuros. Na tentativa de tirar a barriga da miséria, fui atrás do famoso Pastel do Viçosa. Aquela típica pastelaria de “um real, um caldo, um pastel” com aquele óleo imortal, sempre preto e delicioso. Lá estava eu, com minha típica cara fechada comendo meu singelo pastel e tomando meu caldo de cana, quando fui surpreendido por um pivete com dois, quem saber três metros . Ouvi a frase “ei moleque, dá um troco aí pra cume”. Tentei ser educado soltando um “nem tenho, amigo”. Depois de a cena repetir-se três vezes, ele tentou uma nova tática: um empurrão, uma mão suja, um grito e um pivete arremessado. Não esperava por uma mão no bolso nem ser empurrado contra o balcão (um fim trágico pra um caldo de cana). Tentou colocar a mão no meu bolso, mas não deu muito certo. Não sei por que raios ele não conseguiu sacar o meu mp3, mas não sacou. A mulher do caixa soltou um grito para que alguém ajudasse o menino. O problema é que eu não era o menino a ser ajudado. Na mesma hora arremessei o menino a umas cinco, quem sabe seis jardas, não esperei, mas aposto que demorou um pouco até o menino se levantar.
Por fim, saí do lugar sem meu caldo de cana e sem o ultimo pedaço do pastel de queijo e ouvindo da mulher que o menino não sabia que estava fazendo. Talvez não soubesse, mas continuará a fazê-lo; e eu, a não aceitar.